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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A "hora do conto" da GAVETA das HISTÓRIAS


A gaveta das histórias continua a proporcionar momentos únicos
para os "contadores de histórias"
e para os meninos e meninas da Pediatria do Hospital de São Bernardo.
No dia 18/2/2011 foi a vez da colega Josete Perdigão contar e encantar com uma história...
Muito obrigada Josete











domingo, 22 de março de 2009

Conta-me uma história ( História contada pela professora Rosa Duarte)


“Filho és, pai serás”
História contada e recontada pela professora Rosa Duarte

Conta-se que, há muito tempo, num país distante, era costume antigo, quando as pessoas ficavam muito velhinhas, já não podiam trabalhar e os familiares já não podiam cuidar delas, que as conduzissem à floresta ficando aí abandonadas.
Ora, acontece que chegada a hora, um filho pegou no seu velho pai e o levou para a floresta, onde o deixou. Na volta do caminho, ia pensando que quando era criança tinha achado estranho que também o seu pai, cumprindo a tradição, tivesse, um dia, guiado o seu avô doente e cego até ao interior da floresta, não tendo o mesmo voltado. Pensava com os seus botões que apesar de ter deixado uma broa de milho, ele se sentiria sozinho, triste e com frio.
E pensou: “Amanha vou voltar lá e deixar-lhe uma manta com que se tape nas noites frias!”
Assim fez. No dia seguinte pegou numa manta e foi ter com o pai. Quando chegou entregou a manta ao pai e virou costas. O pai chamou-o e disse-lhe, rasgando a manta ao meio:
- Filho, toma metade desta manta e guarda-a bem, pois ela irá fazer-te falta, quando fores velho.
O filho virou-se, abraçou o sue velho pai e conduziu-o de novo a casa, onde viveu em paz o resto dos seus dias. Conta-se que, a partir daqui, se abandonou a tradição e as pessoas mais velhas ficaram em paz.
Contam os antigos que daqui se pode tirar a seguinte lição:
“Filho és, pais serás, conforme fizeres assim acharás.”

Conta-me uma História (professora Paula Pereira)


O capuchinho vermelho
(História contada e recontada pela professora Paula Pereira)

Era uma vez, uma menina que se chamava capuchinho vermelho e que um dia a sua mãe lhe pediu para ir levar um cestinho com pão, leite e mel, para levar à sua avozinha, que estava um pouco doente.
Na ida para a casa da avó, encontrou um lobo, que lhe disse:
- Para onde vais minha linda menina?
- Vou levar um cestinho de comida para a minha avó que estava doente.
- Hum… então tu vais por este caminho, que eu vou pelo outro e vamos ver quem chega mais rápido.
O Capuchinho vermelho concordou assim com o lobo e seguiu o seu caminho, sem perceber que o seu percurso era o maior.
Nisto o lobo mau chega primeiro que o Capuchinho e bate à porta:
- Truz-truz!
- Quem é?
- Sou eu avozinha, o capuchinho vermelho!
-Ah! Entra, minha netinha, entra…
A avozinha apercebe-se que não era a sua neta e tentou esconder-se dentro de um armário, deixando cair os seus óculos.
O lobo mau achou muito estranho, mas lá entrou e agarrou nos óculos e enfiou-se na cama. Mais tarde, o capuchinho bate à porta e o lobo mau diz: Entra minha netinha entra!
- Olá avozinha, como está?
- Bem, minha querida netinha. O que trazes aí dentro do cesto?
- Trago pão, leite e mel para te curares mais depressa.
- Avozinha, porque tens os olhos tão grandes?
- É para te ver melhor minha netinha.
- Avozinha, porque tens umas orelhas tão grandes?
- É para te ouvir melhor, minha netinha.
- Oh avozinha e porque tens a uma boca tão grande?
- É para te comer melhor!!!
O capuchinho vermelho grita e é nisto que aparece o lenhador e dá uma paulada ao lobo mau e este sai com o rabinho entre as pernas!


(História contada e recontada pela professora Paula Pereira)